REFORMA PROTESTANTE OU DIA DO EVANGÉLICO? Postado em 11/11/2012 08:51.

Quando me converti ao evangelho, há 30 anos, coisa que eu disse que jamais faria (rsrsrsrs), ao começar estudar a história da igreja fiquei fascinado com o que foi a Reforma Protestante e com os reflexos na sociedade da época e que duram até hoje.

 

Com a Reforma compreendi que fé e obras são duas faces de uma mesma moeda, que sexo é uma benção de Deus, que na vida do cristão fins e meios estão intrinsecamente ligados, que Jesus é o centro e a razão das escrituras, que a bíblia é a revelação de Deus para o homem e por aí vai.

 

O tempo passou, nos anos 90 era um "cantor gospel" e participei das primeiras "marchas pra Jesus". Hoje, não participaria mais. Abandonei a fé? Nem um pouco, mas consigo ver o quão manipuláveis e triunfalistas são essas marchas. Um deputado lançou em Brasília um bendito "Dia do evangélico" e que até feriado se tornou. Confesso que morro de vergonha quando os amigos dizem "feliz dia do evangélico!". Fico pensando: que raça especial sou pra precisar de um dia e ainda mais que esse dia seja feriado?

 

Não sou teólogo, mas creio que no ensinamento de Marcos 12:30-31 (Amarás, pois, o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todo o teu entendimento e de toda a tua força. O segundo é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Não há outro mandamento maior do que estes) está implícito que o amor de Deus nos impulsiona em direção ao outro, enquanto as marchas e a maioria das festividades evangélicas são demonstrações de poder, como quem quer implantar um sistema ou algo parecido com o Islamismo.

 

Já que ele existe, seria tão legal se no "dia do evangélico" as igrejas protestantes incentivassem a doação de sangue, protestos contra corrupção, convites à sociedade para reflexão sobre o que significa a bíblia como palavra de Deus e se ela ainda se insere no contexto atual, ações de cidadania pra ajudar ao pobre sair do seu estado e condição, etc. Enfim, seria tão legal que o espírito da Reforma que hoje se comemora estivesse presente.

 

Mas pra isso acontecer seria preciso uma coisa básica e elementar e que foi conquistado na Reforma: Que os pastores lessem a bíblia… e a conclusão que chego, depois de ouvir tanta baboseira e manipulações com fim de que os clientes, quer dizer, os membros permaneçam e tragam mais fiéis para suas igrejas, é que o estudo da bíblia por muito dos atuais "pastores" e a pregação fiel das escrituras é coisa que ficou lááááááááá na Reforma.

 

A propósito, uma coisa importante que também aprendi com a Reforme é que o trabalho não é fruto do pecado (Lucas 10:7 - … porque digno é o trabalhador do seu salário). Bora trabalhar, gente. Larga esse feriado esdrúxulo pra lá.

 

Soli Deo Glória! 

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