O MESTRE É VOCÊ
Netinho
O mestre morreu!
Não sabe-se
se foi de solidão
Ou se foi um
Crime político.
Puseram-no nú,
Na cruz,
Como se estivesse
A pagar pecados.
Do seu corpo
Fluiu sua alma
Para alegria de uns
E tristeza de outros.
Esquartejaram todo seu corpo!
Viva! Viva!
... viva?
Viva simpatia
Era ali esquartejada
E, do coração humano,
Só sobrou a carne.
O mestre morreu!
Em cada barba,
Com novas idéias,
Vejo um novo corpo.
Como se fosse um Deus-vivo
Que não vive prá ser Deus.
Das guerras entre olhos
(e entre bombas)
sobrará apenas a força do sonho
a cruz de qualquer sina.
E, no tocar de um belo sino,
Verei de novo
Aquelas bombas
Dando-me alegria
Dando-me liberdade.
O mestre está em nós.
“Me libertas, que serás também!!.