Minha Nota 10
Duração: 02:32:00
Gênero: Ação
Classificação: 12 anos
Diretor: De Christopher Nolan
Elenco: Christian Bale, Michael Caine e Heath Ledger. Batman precisa derrotar seu arquiinimigo, o Coringa, e devolver a paz a Gothan City
Sinopse:
Batman precisa derrotar seu arquiinimigo, o Coringa, e devolver a paz a Gothan City.
Minha opinião:
Luz! Câmara! Imaginação!
Wow! Ufa! O que você faz quando você quer escolher um líder para sua comunidade leva você a agir de maneira, digamos, pouco ortodoxa? Ou quando o “seu guarda” pede a cervejinha pra não lhe aplicar uma multa por excesso de velocidade? Você é daqueles que permite que outros vejam você de maneira exaltada, exultante, mesmo sabendo que as coisas não são exatamente como estão vendo? Dia desses estava vendo o “Jô Soares” e ele entrevistava a atriz Global, Leila Lopes, que acabava de fazer um filme pornô. Chamou-me a atenção uma frase que ela usou quando se referiu aos atores desse segmento: “Jô, elas são pessoas dignas. Quando as pessoas se referem com preconceito, esquecem-se que são pessoas dignas, que sustentam família com seus trabalhos...”.
E o que isso tem com “O Cavaleiro das Trevas”? Tudo!
O filme não tem os “Pow! Catbum!” dos velhos filmes de Batman, mas tem as tradicionais excelentes cenas de lutas e perseguição. Mas o que há de novo é que esse Batman tem em sua fraqueza o fato de lutar escondido por uma máscara e é exatamente nesse ponto que o diretor construiu seu argumento, conforme proposto pelo Curinga: “tire sua máscara, que eu mostro a minha e paro de fazer o mal”.
Essa versão mostra um Batman mais humano (ao ponto de ele se apaixonar por uma atriz feia de doer...rsrsrsrs!) e as raízes do mal estão permeadas em todas as vertentes da sociedade, esperando dessa respostas a cada segundo no combate. Batman, o Cavaleiro das Trevas é um filme denso, complexo e não haveria como resolver tantas questões levantadas sem ser longo como é. Não é um tratado de sociologia, mas discute com brilhantismo vários dilemas morais dos nossos dias em que, não duvide, a cada atitude dizemos de qual lado estamos.
A dicotomia apresentada para o bem/mal é falha bem e pior ainda é a proposta final do morcego: Não apaguem o mito da bondade, mesmo que seja uma mentira, e ponham toda a raiva em mim porque eles não conseguirão suportar a verdade.... uuuuugggghhhhh!
Mesmo assim, taí uma excelente diversão.